É possível aliar crescimento e rentabilidade a um modelo de negócios sustentável?
É crescente a preocupação mundial com relação às mudanças climáticas e os riscos que esse processo traz para o planeta. Governos, grupos da sociedade civil, pesquisadores e cientistas vêm adotando medidas para tentar conter as emissões de dióxido de carbono na atmosfera e elevar o uso de energias renováveis.
Passados sete anos do Acordo de Paris[1], no entanto, assinado por 195 países que se comprometeram com tais metas, é nítido que sem uma participação intensa das empresas e indústrias não será possível atingir o objetivo de manter a elevação da temperatura do planeta em menos de 2ºC.
Dentre os mais diferentes segmentos da economia, a construção civil é um dos setores mais desafiadores, sendo responsável por 30% de todas as emissões anuais, segundo o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUMA)[i][2]. A organização diz que para que o setor atinja a neutralidade de emissões até 2050, a Agência Internacional de Energia (AIE) estima que as emissões diretas de CO2 dos edifícios precisam, até 2030, diminuir em 50% e as emissões indiretas do setor de construção em 60%. Isto equivale a uma queda das emissões na construção civil de cerca de 6% ao ano até 2030.Reduzir estes números e trabalhar rumo à neutralidade dentro de trinta anos não é tarefa fácil. Conduzir grandes empresas no processo de transição rumo à sustentabilidade envolve, sobretudo, modernização e alterações de processos industriais, missões que abraçamos na Saint-Gobain como pilares centrais dos nossos negócios em todo o mundo.Metas ousadasMantendo nosso espírito de inovação e liderança, na Saint-Gobain estabelecemos mundialmente prazos internos até 2030, como redução de 33% das emissões para os escopos 1 e 2, e de 16% para o escopo 3, ambos em termos absolutos em relação a 2017. Além disso, 100 milhões de euros são alocados a cada ano para despesas de capital e P&D com foco na redução das emissões de CO2.A busca por produtos mais sustentáveis e a crescente conscientização dos consumidores também fazem com que, atualmente, as soluções verdes sejam responsáveis por 72% das vendas do Grupo, resultando na prevenção de cerca de 1.3 milhão de toneladas de emissões de CO2 ao longo de sua vida útil todos os anos.Materiais levesPara além dos impactos quantitativos, diretamente relacionados às reduções do volume de emissões de CO2 anuais, um norte importante das nossas operações tem sido a missão de nos fortalecermos como líderes em construção leve e sustentável. Isso, traduzido em soluções acessíveis, está em nossos produtos como revestimentos, fachadas e vidros, capazes de gerenciar melhor as trocas de temperatura, otimizando o uso do ar-condicionado e, consequentemente, trazendo redução do gasto de energia, o que resulta na redução de emissões, e assim por diante.Contando com bons resultados do trabalho do nosso Centro de Pesquisa e Desenvolvimento – localizado em Capivari, SP - temos aumentado esta participação em diferentes mercados. São passos importantes que nos ajudam a ter um impacto positivo não só na redução do consumo de energia elétrica e água dos edifícios, mas também na geração de resíduos do processo de construção, trazendo sistemas completos de fachadas leves e de pré-fabricados.Bons exemplos no Brasil Estima-se que até 2025 a construção civil gere 2,2 bilhões de toneladas de resíduos, o que soa um alerta vermelho que deve ser levado a sério por todos os integrantes da cadeia produtiva do setor. Nas nossas atividades, a busca pelo impacto positivo sobre este cenário já vem rendendo excelentes resultados.Em Maraú, na Bahia, a Saint-Gobain e seus parceiros foram responsáveis pela criação do maior complexo residencial de construção modular da América Latina. Os módulos que compõem o empreendimento foram construídos utilizando materiais de construção leve, e percorreram cerca de 1.700 km até o destino final, chegando praticamente finalizados no canteiro de obras, sendo necessário apenas mínimos ajustes após instalado na fundação.Nesse sistema de construção, onde parte dos elementos são construídos e montados dentro de um ambiente de fábrica controlado, é possível ter ainda mais eficiência nos processos.Outro projeto importante é o novo terminal do Aeroporto Internacional de Florianópolis, que utilizou 24 mil metros quadrados dos sistemas de fachadas leves da Saint-Gobain, além das soluções para ambientes internos. Destaco ainda soluções para casas e prédios residenciais, em que trabalhamos com grandes e importantes empreendimentos como este, onde soluções de construção leve e sustentável trazem benefícios como isolamentos adequados de temperatura e ruídos, bem como produtividade nas obras e menor impacto ambiental.Estratégia Grow & Impact As iniciativas que colocam a empresa em posição de liderança em construção leve e sustentável são um dos pilares da estratégia de crescimento Grow & Impact, adotada globalmente em todo o Grupo, que completou um pouco mais de um ano de implementação no Brasil.O mapa de expansão de negócios tem seis pilares. Três deles voltados ao desenvolvimento dos negócios: posicionamento em mercados líderes de alto crescimento; foco em soluções com sustentabilidade e rendimento; e inovação centrada no cliente e nos dados. E outros três focados no ambiente dos colaboradores, com o fortalecimento da cultura TEC (trust-empowerment-collaboration); a implementação de valores de ESG nas ações e decisões; e a construção de equipes com mais diversidade e inclusão.E os resultados mostram que é possível aliar sustentabilidade e rentabilidade, dentro do nosso objetivo traçado de duplicar as vendas na América Latina até 2025, além de alavancar o Brasil da quinta para a terceira posição dentro dos maiores mercados mundiais da Saint-Gobain.Do total de 44,2 bilhões de euros em vendas globais em 2021, 72% se referem a produtos ligados à sustentabilidade. São números que corroboram nossa visão de negócios atual: seguir com crescimento forte com cada vez menos impacto sobre o ambiente, priorizando materiais leves que promovam sustentabilidade, proporcionando mais conforto e bem-estar – fazendo do mundo, de fato, um lugar melhor para se viver.FONTE: EXAME
LEIA NA ÍNTEGRA: https://exame.com/esg/e-possivel-aliar-crescimento-e-rentabilidade-a-um-modelo-de-negocios-sustentavel/

Com a entrada em vigor da nova lei, o CPF deverá constar nos cadastros e documentos de órgãos públicos, do registro civil ou dos conselhos profissionais, como é o caso de certidões de nascimento, casamento e óbito, bem como em documentos de identificação, registros de programas como PIS e Pasep, identificações relativas a INSS, título de eleitor, certificado militar, cartões de saúde, carteira de trabalho, Carteira Nacional de Habilitação, entre outros.A lei entrou em vigor a partir da publicação no Diário Oficial da União, mas estipula alguns prazos para a adaptação de órgãos e entidades: 12 meses para adequarem sistemas e procedimentos de atendimento aos cidadãos; e de 24 meses para que tenham a interoperabilidade entre os cadastros e as bases de dados.Entre os pontos vetados pela Presidência está o que tratava de excepcionalidades e de algumas atribuições voltadas a entes federativos, sob a justificativa de que tais situações poderiam acabar por “cercear o acesso a informações e aos serviços de saúde, caso somente este fosse exigido como documento de identificação do cidadão, uma vez que há casos em que estrangeiros e nacionais não possuem o número de Cadastro de Pessoa Física”.Foi também vetado o trecho que determinava à Receita Federal a atualização semestral de sua base de dados com alguns dos “batimentos eletrônicos” feitos pelo Tribunal Superior Eleitoral – procedimento que seria adotado para evitar duplicidade de CPF para uma mesma pessoa.Tendo por base manifestação do Ministério da Fazenda, a Presidência argumentou que a proposição contraria o interesse público, uma vez que a Receita Federal, por força de convênio de intercâmbio de informações junto ao TST, “recebe dados do Cadastro Eleitoral com periodicidade mensal, e possui acesso online à base do TSE”. E, em contrapartida, disponibiliza acesso online à base CPF para o TSE.“Nesse sentido, a medida representaria um retrocesso ao definir o prazo de 6 (seis) meses para o TSE encaminhar dados do Cadastro Eleitoral à RFB, pois além de não alcançar o objetivo a que se propõe, prejudicaria o trabalho de qualificação de dados ora realizado pela RFB”, justificou a Presidência.Por fim, também foi vetado o trecho que estipulava prazo de 90 dias para o Executivo regulamentar a nova lei. “A proposição legislativa incorre em vício de inconstitucionalidade, tendo em vista que assinala prazo para o Poder Executivo regular o disposto nesta proposição, o que viola o princípio da separação dos poderes”, justificou a Presidência.FONTE: AGÊNCIA BRASIL
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